Vejo um homem, sujo e maltrapilho,
Seria ele um filho cuja mãe não sabe onde está?
Denotado mendigo, andarilho, vagabundo..."pobre coitado", renegado...revoltado.
De fato, sem lar fixo...
Se por opção, torna-se doação, Pois deixa a vaga livre.
Se por loucura, torna-se perdido e está procurado.
Mas o fato que me atrai e desperta o pensamento, é visível e intangível.
Caminha de terno velho, afro-brasileiro, encardido, banguela, feliz e confuso...
Literalmente à sarjeta...eu vejo! O que faz?...
Ameaça travessias repentinas na pista...
Vai e volta multiplicadas vezes, Buzinas!exclamações!palavrões! é o que causa...
Ao meu ver;
Uma tentativa de ser visto, lembrado, de fazer parte...
Sujo, maltrapilho, filho perdido...
Mendigo vagabundo denotado, de fato “sem lar”...
Independente dos motivos, pela mãe é ou foi procurado...
Porém esquecido, Passa perigo,
Perdido no pensamento... De sentir-se vivo...



